É encantador.
“E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para os adultos?
Seríamos realmente capazes de aprender aquilo que há tanto tempo ensinamos?”
José Saramago
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domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Uma fala de Warat
Caros alunos, vocês vivem me ouvindo falar em Luis Warat. Não terão, infelizmente, a oportunidade de conhecer essa figura maravilhosa do direito, mas pelo menos, um pouco dele posso mostrar.
Assistam o vídeo e entendam a profundidade da visão desse grande pensador e eterno amigo.
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Assistam o vídeo e entendam a profundidade da visão desse grande pensador e eterno amigo.
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Doze homens e uma sentença
O filme doze homens e uma sentença na íntegra.
Vale a pena ver de novo, rsrsrs. Reflitamos...
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Reflitamos e façamos a nossa parte...
Mensagem sugerida no facebook pelo professor Paulo Ferreira da Cunha.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Uma introdução Crítica ao Direito.
Meus alunos de IED, bem como os de penal, sentiram esta semana que o direito pode ser visto por diversas perspectivas.
Descrever o direito requer uma compreensão ampla, radicada em uma visão filófica, em uma pensar sociológico, em um ver antropológico, com algum viés de psicologia, que pormeia a linguagem, a representação, o imaginário, a história e toda sua gama de conhecimentos metajuridicos, inter-muldisciplinares.
São os múltplipos e possíveis olhares sobre esse nosso objeto de cognição que nos possibilitam desvendar os segredos dessa estrutura, a qual, diversas vezes em sala de aula, me refiro como um Matrix que nos cerca.
Hoje, como exemplo, demonstrei na aula de IED que uma cadeira para o mundo do ser, existe em concretude. Mas para o mundo do dever ser, do direito, passa a ser uma representação abstrata da realidade.
Conhecer o universo material que nos rodeia requer um espírito crítico. Conhecer um universo abstrato, ainda mais. O direito é mais que um conjunto de regras, mais que um dever ser, mais que um sistema de normas que estruturam uma dada sociedade, em um dado espaços geográfico, em um determindado tempo. O direito tem ligação estreita com poder e controle, com luta, com valores e ideais de justiça, com exercício de cidadania, com manifestação política ou mesmo representação democrática. Tem fundamentação em uma gama de filosofias que buscam desenvolver teorias acerca do bem comum, da paz, da democracia, da cidadania ou dos direitos humanos.
Para que este universo seja desvendado, para que possamos perceber o mundo que nos cerca como resultante e construtor de nossa realidade social, é preciso permanecer atento, mantendo uma percepção crítica capaz de observar os diversos ângulos que compõem o direito sem nos deixar manipular ou cegar por qualquer ideologia.
Por fim, caros alunos do direito e de IED, segue um link para acessarem a parte da Introdução ao direito do Livro do Michel Miaille que li para vocês em sala de aula. Boa leitura.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Carta de Rui Barbosa
Aos meus novos alunos da AJES de Penal e Prática Jurídica Penal, deixo de entrada esta pérola para que reflitamos no nosso próximo encontro. Ah, moçada de IED deve ler também!!!
Este é um trecho da Carta de Rui Barbosa à Evaristo de Morais, onde ele reflete acerca do dever do Advogado.
O dever do Advogado.
Para ler todo o texto na íntegra, acessem o link a seguir: http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/rui_barbosa/FCRB_RuiBarbosa_ODever_do_advogado.pdf
Depois, deixem aqui, em depoimento suas primeiras impressões... Aguardo suas considerações. Abraços a todos!
___________________
Notas
1 Texto extraido do artigo em pdf elencado no link acima, p. 22-23.
E, para fechar, depois que vocês lerem o texto, dêem uma olhadinha nesse vídeo e preparem-se para começar esse processo de reflexão...
Este é um trecho da Carta de Rui Barbosa à Evaristo de Morais, onde ele reflete acerca do dever do Advogado.
"A alguns dos novos advogados deve, já, ter ocorrido, em sua
perturbadora perplexidade, aquilo que o profundo Picard
chamou “o paradoxo do advogado”; quero dizer: deve-lhes ter
sucedido refletir no suposto absurdo de poder um homem se
conservar honesto e digno, embora defendendo causas más e
grandes criminosos...
Quanto às causas qualificadas más, de natureza civil, não
me abalanço a discutir, aqui, o grave ponto, remetendo os colegas
para a aludida obrinha de Picard, em a qual, se me afigura, o
problema é resolvido. Muito me apraz, porém (e, decerto, toda
gente compreenderá por quê), comunicar-lhes, perante tão
honroso auditório, o meu sentir e o meu pensar acerca da defesa
dos criminosos, sejam grandes ou pequenos, tenham por si ou
contra si a formidável opinião pública.
Em princípio, a defesa é de direito para todos os acusados,
não havendo crime, por mais hediondo, cujo julgamento não
deva ser assistido da palavra acalmadora, ou retificadora, ou
consoladora, ou atenuadora, do advogado.
Após duas páginas e meia sobre a arbitrariedade da ausência de
advogado, mormente durante a Revolução Francesa, cuja lei não
concedia defensores aos conspiradores, volta aos dias e à sua experiência
de advogado criminal, aconselhando seus colegas:
"Tomai cuidado com os impulsos do vosso brio profissional,
com o impetuoso cumprimento do vosso dever, nesses casos de
prevenção coletiva: se seguirdes tais impulsos, tereis de suportar
desde os insultos mais soezes até à manhosa dissimulação das
vossas razões e dos vossos argumentos de defesa. Por pouco vos
dirão que tivestes parte na premeditação do crime e que, com
defendê-lo, só buscais o lucro pecuniário, o prêmio ajustado da
vossa cumplicidade na urdidura do plano criminoso.
Mas, se um dia tiverdes de vos defrontar com esta situação –
de um lado o infeliz que exora, súplice, o vosso patrocínio, de
outro lado, a matilha que anseia para o despedaçar sem processo
– recordai-vos das sentenciosas palavras desse que não tem igual
no seio da nossa classe, desse que é por todos os mestres reputado
Mestre e cujo nome fora supérfluo citar, de novo. Recebi-as eu,
como lição suprema e definitiva, em um dos mais angustiosos
transes da minha carreira forense."(1)
O dever do Advogado.
Para ler todo o texto na íntegra, acessem o link a seguir: http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/rui_barbosa/FCRB_RuiBarbosa_ODever_do_advogado.pdf
Depois, deixem aqui, em depoimento suas primeiras impressões... Aguardo suas considerações. Abraços a todos!
___________________
Notas
1 Texto extraido do artigo em pdf elencado no link acima, p. 22-23.
E, para fechar, depois que vocês lerem o texto, dêem uma olhadinha nesse vídeo e preparem-se para começar esse processo de reflexão...
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sábado, 1 de janeiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Posição de Ricardo Soberon sobre a necessidade de legalização das drogas no Perú.
Importantes denúncias de Soberón sobre as questões do narcotráfico no Perú e na Amércia Latina. Soberón já fez palestras no Brasil. O vi na USP e no Rio, em evento do ICCRIM. Vale a pena aos estudiosos do tema, analisar as questões intrinsecas da política estadudinense contra as drogas.
Aqui Soberón reflete sobre a necessidade da legalização da maconha no Perú e na América Latina. Quais são os interesses escusos na inclusão dessa substância no rol de drogas ilícitas?
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Aqui Soberón reflete sobre a necessidade da legalização da maconha no Perú e na América Latina. Quais são os interesses escusos na inclusão dessa substância no rol de drogas ilícitas?
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Outra posição sobre a legalização
TRIBUNA: ARACELI MANJÓN-CABEZA
Drogas, ¿seguir con la prohibición?El prohibicionismo, instaurado en Estados Unidos a comienzos del siglo XX e impuesto por ese país al resto del planeta, ha fracasado. Múltiples razones policiales y de salud pública recomiendan la despenalización
ARACELI MANJÓN-CABEZA 22/09/2010
Una vez más se reabre el debate sobre la ineficacia de la represión en materia de drogas. Ha bastado que el ex presidente Felipe González nos recordase los males de la prohibición y la necesidad de un cambio de rumbo. Pero no es nada nuevo. Que los esfuerzos antidroga son un "largo y glorioso fracaso" era ya más que evidente hace años.
El alcohol, más dañino que la heroína y el 'crack', según un estudi...
La noticia en otros webs
webs en español
en otros idiomas
Un mercado legal y controlado evitaría muchos delitos, enfermedades y muertes
La despenalización desposeería al crimen organizado de su actividad favorita
Milton Friedman advertía en 1972 que era imposible acabar con el tráfico de drogas y que la prohibición era la peor estrategia para usuarios y no usuarios; 17 años después afirmaba que la epidemia del crack se habría evitado de ser legal la cocaína.
Gary S. Becker señalaba en 2001 que la legalización, aun no siendo la panacea y presentándose como "una aventura hacia lo desconocido", eliminaría las ganancias del narcotráfico y la corrupción y que el posible aumento del consumo se compensaría con el control de la calidad.
Recientemente, en enero de 2010, Mario Vargas Llosa ha insistido en que la despenalización es el único remedio y lo afirma con los ojos puestos en México, pero también en otros países. Y más en la misma línea: Paulo Coelho, los ex presidentes Cardoso, Zedillo y Gaviria y las 17.000 personas que han firmado desde junio pasado la Declaración de Viena, reclamando a los Gobiernos y a Naciones Unidas una revisión transparente de la actual estrategia.
La prueba hoy más clara -pero no única- del fracaso y de los inasumibles costes de seguir intentándolo nos la proporciona México: desde 2006, el combate al narco del presidente Calderón ha provocado dos guerras -la que se libra entre narcos y la del Estado contra el crimen organizado- y 30.000 muertos (900 eran niños menores de 17 años).
En contra de la legalización se dice que los beneficios de acabar con el crimen organizado no serían mayores que los problemas que causaría el aumento del consumo. Pues bien, creo que esta afirmación es hoy claramente incierta. Admitiendo como muy probable un aumento inicial del número de consumidores de las drogas ya legales, a la vez, serían seguros otros efectos beneficiosos: control de la calidad de las sustancias, lo que evitaría los males asociados al consumo de los venenos ilegales que hoy circulan; disminución de precios, lo que reduciría drásticamente la cifra de delincuencia drogoinducida; sacar a los consumidores de determinados ambientes especialmente insalubres y peligrosos, para dirigirlos a un mercado legal y controlado.
Solo lo anterior ya justificaría pensar muy seriamente y sin prejuicios en un proceso de legalización y de control estatal, con o sin impuesto especialmente fuerte a la producción, con mayor inversión en las políticas de reducción de la demanda -educación, prevención y rehabilitación- y con un ahorro espectacular en los enormes esfuerzos económicos que hoy se lleva la represión a cambio de unos resultados decepcionantes.
Pero habría más: se desposeería al crimen organizado de su actividad favorita y más rentable y, con ello, de parte de su capacidad de corromper voluntades públicas y privadas y de infiltrarse en la economía lícita; se podría prescindir de la excepcionalidad legal hoy imperante en la persecución y represión del tráfico de drogas que, en ocasiones, nos coloca en los límites de lo que el Estado de derecho es capaz de soportar; desaparecería el pretexto según el cual, la lucha eficaz contra el narcotráfico justifica la intervención de Estados Unidos en asuntos de otros países castigados por este azote.
Y hablando de Estados Unidos conviene echar la vista al pasado y recordar algunos datos: 1º) Que hubo otra situación previa a la prohibición, en la que el consumo de drogas -muy extendido en aquel país en el siglo XIX- no se consideraba un problema de salud pública. 2º) Que alguno de los "problemas de la droga" son hijos de la prohibición. 3º) Que la prohibición se ha desarrollado en los más variados escenarios y ha afectado a casi todo, más allá del ámbito de la salud pública. Basta recordar que la fiscalización internacional se impone al mundo colándola como un polizón en el Tratado de Versalles; que Estados Unidos ha condicionado su ayuda exterior a que los países destinatarios obtuviesen resultados satisfactorios en la lucha contra la droga; que el narco Pablo Escobar ofreció el dinero de la droga para pagar la deuda externa de Colombia a cambio de un compromiso de no extradición; y que hasta la fórmula originaria de la Coca-Cola hubo de modificarse para sustituir la cocaína por cafeína. 4º) Que la cruzada planetaria que Estados Unidos desata a principios del siglo XX no fue motivada por razones de "salud pública". Hubo motivos racistas contra los negros del Sur y contra la mano de obra china; motivos económicos en la guerra de médicos, farmacéuticos, productores y curanderos por tener la exclusiva en la dispensación de drogas; motivos políticos en la pugna entre China y Filipinas por el monopolio del opio y, también motivos políticos, en el hallazgo de uno de los pretextos -otros han sido la amenaza comunista y el terrorismo islámico- para legitimar el intervencionismo de la gran potencia en la andadura de otros países.
Por otro lado, hay que señalar que lo que más contribuye a reavivar el debate, inclinando cada vez a más personas hacia la opción despenalizadora, son los propios excesos, innecesarios e injustificables, del prohibicionismo.
Me refiero a un par de cuestiones como meros ejemplos.
Primera: hay países que castigan como delito el autoconsumo de drogas, a pesar de que ello no es obligado -aunque si vivamente recomendado- por las Convenciones de Naciones Unidas que diseñan e imponen el sistema represivo mundial. No es el caso de España, donde nunca fue delito el consumo y donde no se duda que tal acto entra en una esfera de la libertad personal inaccesible para el Derecho Penal. Recientemente, en Argentina se ha declarado la inconstitucionalidad del delito de tenencia de drogas para el autoconsumo; en México se ha despenalizado esa misma conducta y en Brasil se ha producido una cierta despenalización al sustituirse la cárcel por tratamientos y medidas educativas. Pero siguen existiendo países que castigan la posesión y el autoconsumo.
Segunda: son inadmisibles algunas de las afirmaciones que la JIFE (Junta Internacional de Fiscalización de Estupefacientes de Naciones Unidas) hace en sus informes anuales de evaluación de los esfuerzos antidroga de los distintos países. Así, en el informe de 2010 se muestra preocupación por las decisiones de Argentina, México y Brasil a las que me acabo de referir, lo que se interpreta desde estos países, con razón, como injerencia en asuntos internos. En 2009 se rechazó que la Constitución de Bolivia declarase patrimonio cultural la masticación de la hoja de coca, lo que supone ignorar o despreciar el sentido que tal práctica tiene. Y así más: desagrado porque España no castiga el consumo; críticas porque Suiza permita las salas de inhalación; denuncia de los tratamientos con heroína médicamente prescrita en Holanda, etcétera.
Los excesos y los fracasos del prohibicionismo acabarán siendo el mejor argumento de las tesis liberalizadoras.
He de reconocer que cuando se trabaja dentro del sistema represivo es fácil dejarse seducir por sus "éxitos", pero estos son muy parciales y cuando se mira el conjunto, entonces vence la decepción, al contemplar un instrumento salvaje e ineficaz que no es la "solución" sino, más bien, una parte importante del problema.
Lanzarse a cualquier opción despenalizadora da vértigo, desmontar la prohibición no será fácil, pero el mantenimiento del actual prohibicionismo planetario es una locura.
Araceli Manjón-Cabeza Olmeda es profesora titular de Derecho Penal de la Universidad Complutense de Madrid. Ex magistrada suplente de la Sala de lo Penal de la Audiencia Nacional y ex directora general del Plan Nacional sobre Drogas.
Contribuição de Moisés Neto, no Instituto de Criminologia e Alteridade, no link:
http://criminologiaealteridade.ning.com/forum/topics/drogas-seguir-con-la
E para reflexão... Gabriel Pensador na íntegra... maresia, sente a meresia.... apaga a fumaça da pistola, joga a fumaça do cachimbo pra cachola....
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Drogas, ¿seguir con la prohibición?El prohibicionismo, instaurado en Estados Unidos a comienzos del siglo XX e impuesto por ese país al resto del planeta, ha fracasado. Múltiples razones policiales y de salud pública recomiendan la despenalización
ARACELI MANJÓN-CABEZA 22/09/2010
Una vez más se reabre el debate sobre la ineficacia de la represión en materia de drogas. Ha bastado que el ex presidente Felipe González nos recordase los males de la prohibición y la necesidad de un cambio de rumbo. Pero no es nada nuevo. Que los esfuerzos antidroga son un "largo y glorioso fracaso" era ya más que evidente hace años.
El alcohol, más dañino que la heroína y el 'crack', según un estudi...
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Un mercado legal y controlado evitaría muchos delitos, enfermedades y muertes
La despenalización desposeería al crimen organizado de su actividad favorita
Milton Friedman advertía en 1972 que era imposible acabar con el tráfico de drogas y que la prohibición era la peor estrategia para usuarios y no usuarios; 17 años después afirmaba que la epidemia del crack se habría evitado de ser legal la cocaína.
Gary S. Becker señalaba en 2001 que la legalización, aun no siendo la panacea y presentándose como "una aventura hacia lo desconocido", eliminaría las ganancias del narcotráfico y la corrupción y que el posible aumento del consumo se compensaría con el control de la calidad.
Recientemente, en enero de 2010, Mario Vargas Llosa ha insistido en que la despenalización es el único remedio y lo afirma con los ojos puestos en México, pero también en otros países. Y más en la misma línea: Paulo Coelho, los ex presidentes Cardoso, Zedillo y Gaviria y las 17.000 personas que han firmado desde junio pasado la Declaración de Viena, reclamando a los Gobiernos y a Naciones Unidas una revisión transparente de la actual estrategia.
La prueba hoy más clara -pero no única- del fracaso y de los inasumibles costes de seguir intentándolo nos la proporciona México: desde 2006, el combate al narco del presidente Calderón ha provocado dos guerras -la que se libra entre narcos y la del Estado contra el crimen organizado- y 30.000 muertos (900 eran niños menores de 17 años).
En contra de la legalización se dice que los beneficios de acabar con el crimen organizado no serían mayores que los problemas que causaría el aumento del consumo. Pues bien, creo que esta afirmación es hoy claramente incierta. Admitiendo como muy probable un aumento inicial del número de consumidores de las drogas ya legales, a la vez, serían seguros otros efectos beneficiosos: control de la calidad de las sustancias, lo que evitaría los males asociados al consumo de los venenos ilegales que hoy circulan; disminución de precios, lo que reduciría drásticamente la cifra de delincuencia drogoinducida; sacar a los consumidores de determinados ambientes especialmente insalubres y peligrosos, para dirigirlos a un mercado legal y controlado.
Solo lo anterior ya justificaría pensar muy seriamente y sin prejuicios en un proceso de legalización y de control estatal, con o sin impuesto especialmente fuerte a la producción, con mayor inversión en las políticas de reducción de la demanda -educación, prevención y rehabilitación- y con un ahorro espectacular en los enormes esfuerzos económicos que hoy se lleva la represión a cambio de unos resultados decepcionantes.
Pero habría más: se desposeería al crimen organizado de su actividad favorita y más rentable y, con ello, de parte de su capacidad de corromper voluntades públicas y privadas y de infiltrarse en la economía lícita; se podría prescindir de la excepcionalidad legal hoy imperante en la persecución y represión del tráfico de drogas que, en ocasiones, nos coloca en los límites de lo que el Estado de derecho es capaz de soportar; desaparecería el pretexto según el cual, la lucha eficaz contra el narcotráfico justifica la intervención de Estados Unidos en asuntos de otros países castigados por este azote.
Y hablando de Estados Unidos conviene echar la vista al pasado y recordar algunos datos: 1º) Que hubo otra situación previa a la prohibición, en la que el consumo de drogas -muy extendido en aquel país en el siglo XIX- no se consideraba un problema de salud pública. 2º) Que alguno de los "problemas de la droga" son hijos de la prohibición. 3º) Que la prohibición se ha desarrollado en los más variados escenarios y ha afectado a casi todo, más allá del ámbito de la salud pública. Basta recordar que la fiscalización internacional se impone al mundo colándola como un polizón en el Tratado de Versalles; que Estados Unidos ha condicionado su ayuda exterior a que los países destinatarios obtuviesen resultados satisfactorios en la lucha contra la droga; que el narco Pablo Escobar ofreció el dinero de la droga para pagar la deuda externa de Colombia a cambio de un compromiso de no extradición; y que hasta la fórmula originaria de la Coca-Cola hubo de modificarse para sustituir la cocaína por cafeína. 4º) Que la cruzada planetaria que Estados Unidos desata a principios del siglo XX no fue motivada por razones de "salud pública". Hubo motivos racistas contra los negros del Sur y contra la mano de obra china; motivos económicos en la guerra de médicos, farmacéuticos, productores y curanderos por tener la exclusiva en la dispensación de drogas; motivos políticos en la pugna entre China y Filipinas por el monopolio del opio y, también motivos políticos, en el hallazgo de uno de los pretextos -otros han sido la amenaza comunista y el terrorismo islámico- para legitimar el intervencionismo de la gran potencia en la andadura de otros países.
Por otro lado, hay que señalar que lo que más contribuye a reavivar el debate, inclinando cada vez a más personas hacia la opción despenalizadora, son los propios excesos, innecesarios e injustificables, del prohibicionismo.
Me refiero a un par de cuestiones como meros ejemplos.
Primera: hay países que castigan como delito el autoconsumo de drogas, a pesar de que ello no es obligado -aunque si vivamente recomendado- por las Convenciones de Naciones Unidas que diseñan e imponen el sistema represivo mundial. No es el caso de España, donde nunca fue delito el consumo y donde no se duda que tal acto entra en una esfera de la libertad personal inaccesible para el Derecho Penal. Recientemente, en Argentina se ha declarado la inconstitucionalidad del delito de tenencia de drogas para el autoconsumo; en México se ha despenalizado esa misma conducta y en Brasil se ha producido una cierta despenalización al sustituirse la cárcel por tratamientos y medidas educativas. Pero siguen existiendo países que castigan la posesión y el autoconsumo.
Segunda: son inadmisibles algunas de las afirmaciones que la JIFE (Junta Internacional de Fiscalización de Estupefacientes de Naciones Unidas) hace en sus informes anuales de evaluación de los esfuerzos antidroga de los distintos países. Así, en el informe de 2010 se muestra preocupación por las decisiones de Argentina, México y Brasil a las que me acabo de referir, lo que se interpreta desde estos países, con razón, como injerencia en asuntos internos. En 2009 se rechazó que la Constitución de Bolivia declarase patrimonio cultural la masticación de la hoja de coca, lo que supone ignorar o despreciar el sentido que tal práctica tiene. Y así más: desagrado porque España no castiga el consumo; críticas porque Suiza permita las salas de inhalación; denuncia de los tratamientos con heroína médicamente prescrita en Holanda, etcétera.
Los excesos y los fracasos del prohibicionismo acabarán siendo el mejor argumento de las tesis liberalizadoras.
He de reconocer que cuando se trabaja dentro del sistema represivo es fácil dejarse seducir por sus "éxitos", pero estos son muy parciales y cuando se mira el conjunto, entonces vence la decepción, al contemplar un instrumento salvaje e ineficaz que no es la "solución" sino, más bien, una parte importante del problema.
Lanzarse a cualquier opción despenalizadora da vértigo, desmontar la prohibición no será fácil, pero el mantenimiento del actual prohibicionismo planetario es una locura.
Araceli Manjón-Cabeza Olmeda es profesora titular de Derecho Penal de la Universidad Complutense de Madrid. Ex magistrada suplente de la Sala de lo Penal de la Audiencia Nacional y ex directora general del Plan Nacional sobre Drogas.
Contribuição de Moisés Neto, no Instituto de Criminologia e Alteridade, no link:
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E para reflexão... Gabriel Pensador na íntegra... maresia, sente a meresia.... apaga a fumaça da pistola, joga a fumaça do cachimbo pra cachola....
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O surgimento da Prisão em Foucault
Interessantes os vídeos a seguir para quem pretenda desenvolver a discussão acerca do poder, da prisão, da vigilância, da violência e do direito penal enquanto instrumento de controle social. O que mais me agrada nessa compilação é que, os três primeiros vídeos são criações da UFMT. Vale a pena ver de novo...
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Para refletirmos.
Vejamos o que disse em 2008, o Prof. Nilo Batista, sobre a questão da violência instuticional.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Um pouco de Foucault.
Para recomeçar as análises, um pouco de Foucault em sua entrevista que ocorreu em 1965, sobre filosofia e psicologia. Sempre atual...
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domingo, 5 de setembro de 2010
Mais uma vez, Saramago: O Conto da Ilha Desconhecida.
Para sair do óbvio é preciso olhar de outra forma o horizonte... buscar a ilha desconhecida é um processo necessário para o avanço.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Enquanto seguimos legitimando a violência do Estado e o assassinato em nome da "guerra às drogas"... Existe outra face na moeda!
Luto como mãe, um documentário que vale a pena ser visto. Estreiou dia 20 de agosto no Rio de Janeiro, de forma estranha e contraditória, no mesmo dia em que os noticiários veicularam a perseguição aos "narcotraficantes" em São Conrado.
O filme pode ser visto nos seguintes cinemas:
SALAS E HORÁRIOS
Estação Botafogo - Sala 3
13:30
15:00
18:30
Ponto Cine - Sala Única
14:00
18:00
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O filme pode ser visto nos seguintes cinemas:
SALAS E HORÁRIOS
Estação Botafogo - Sala 3
13:30
15:00
18:30
Ponto Cine - Sala Única
14:00
18:00
"Quando você mora na comunidade, você não sabe quem tem direitos, você sabe que tem deveres".
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Chegou a hora.... minha Defesa de Dissertação do Mestrado em Política Social

Gente, chegou a hora...
Foi marcada a defesa da minha dissertação de mestrado em Política Social: A Política de Prevenção a Dependência no Brasil: ambiguidades do paradigma preventivo-criminalizante.
Será no dia 30 de agosto, às 14 hs, no prédio E, 3 andar, sala 310, no campus do Grogoatá - UFF. Niterói.
Estão todos convidados.
Sentirei imensa saudade da UFF e de toda galera do Mestrado em Política Social. A UFF marcou definitivamente a minha vida.
Um novo ciclo se incia agora... Carpe Diem...
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Para pensarmos... algumas visões sobre a Favela...
Meu Barraco!
Ta vendo esse barraco moço?
Não se parece com uma casa daquelas que aparecem na revista, né?
Tá mais "praquelas" dos jornais, onde a polícia aparece de fuzil na mão para dizer que somos todos "ladrão"!
Mas não, olhe bem moço...
Bem lá no fundo...
"Pro" seu desgosto, esse é o meu cantinho,
no mundo...
no mundo...
Meu lar, meu bangaló, meu casebrinho...
Fruto de uma vida que pareceram muitas...
De muita lida, trabalho, dor e suor!
De muita lida, trabalho, dor e suor!
Tá vendo meu palácio moço? Fica no topo do mundo!
Aqui me sinto mais profundo...
Posso sentir Deus mais de perto...
Eu, por vezes,
rogo a ele que me leve em meio a uma bala perdida,
rogo a ele que me leve em meio a uma bala perdida,
de um " polícia" ou uma bala bandida,
Que sempre acha alguém para levar "pro" céu
e diminuir a dor de viver em meio a essa cidade..
e diminuir a dor de viver em meio a essa cidade..
Aqui, nessa casinha, pela janela,
vejo as estrelas, a lua mais linda e o mais lindo amanhecer...
Sim, porque me deito com a lua e amanheço antes do sol nascer para chegar ao meu trabalho...
Por isso, todo dia vejo o amanhecer mais lindo,
como um presente de Deus pelos meus esforços..
Tá vendo meu barraco, moço?
Foi construído, pedaço a pedaço,
com as sobras do que você me pagava
pelos meus serviços e meu cansaço...
pelos meus serviços e meu cansaço...
É a coisa mais linda que consegui construir
sem sua ajuda,
sem sua ajuda,
com a miséria que me serviu de remuneração
por enriquecer essa cidade com meu suor...
por enriquecer essa cidade com meu suor...
Mas também é fruto de colaboração...
Meus vizinhos, vieram todos como irmãos,
ajudar a erguer a laje.
Aqui somos assim, nos ajudamos, mutuamente...
nunca se sabe o dia de amanhã!
Tá vendo meu palácio moço? Meu tesouro?
Nele sou rei...
É meu cantinho do céu na terra.
E nele sou cidadão como você!
Embora, muitas vezes, eu não saiba disso e você, não me reconheça ou perceba...
Olho pela janela e vejo a cidade maravilhosa..
Muitas vezes, sem nenhuma maravilha...
Aqui vejo o Cristo de braços abertos,
lembrando que Ele também nasceu numa simples manjedoura...
Que foi crucificado e humilhado em vida
Para reinar na glória
e dividir a história
em dois tempos!
e dividir a história
em dois tempos!
E ser luz desde então...
Tá vendo a minha casa moço?
Ela não é feia nem comunidade, nem favela!
E mesmo que você me cerque em muros...
Mesmo que você me esconda...
Ela ainda existe, suporta, sua indiferença!
Ela é a coisa mais bela que construi!
Me abriga, me protege, me conforta
enquanto eu preciso transitar por aqui!
Tenho certeza, que um dia,
quando não valha mais na vida o que se tem,
mas o que se é ou fez da vida em nome do amor...
Vais me encontrará noutra morada,
talvez mais bela e iluminada
por nosso Senhor,
mas não menos fruto
de meu suor, sacrifício,
trabalho, esperança
fé, renúcia e amor!
Tá vendo a minha casa moço??
(Andréa Wollmann. 12/05/2010)
O que passa sobre as favelas fora daqui... é muito ruim, depreciativo, ampliando a estigmatização negativa de toda uma população de cidadãos esquecidos pelo Estado, salvo pelas políticas policiais e criminalizantes. Mas o mais grave é que, o que passa sobre favelas aqui, ou comunidades, é muito pior, mais depreciativo e vergonhoso!
O que passa sobre as favelas fora daqui... é muito ruim, depreciativo, ampliando a estigmatização negativa de toda uma população de cidadãos esquecidos pelo Estado, salvo pelas políticas policiais e criminalizantes. Mas o mais grave é que, o que passa sobre favelas aqui, ou comunidades, é muito pior, mais depreciativo e vergonhoso!
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